31.5.11

Anunciada greve dos professores após dia 08 de junho

Professores estaduais anunciam greve por tempo indeterminado.
Foto: Arquivo
Professores da rede estadual de Minas decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a partir do dia 08 de junho, em todo o Estado. A decisão foi tomada nesta terça-feira (31) durante assembleia. 
O encontro ocorreu no pátio da Assembleiua Legislativa de Minas Gerais.
Na reunião realizada entre o Sindicato único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute) e a Secretaria de Estado de Educação não foi apresentada nenhuma proposta para o pagamento do piso salarial da categoria.
Segundo a coordenadora  geral do sindicato, Beatriz Cerqueira, os trabalhadores pretendem fazer um ato público no dia 08 de junho.

Manifestação
Depois da assembleia desta terça-feira (310 , centenas de professores seguiram em passeata em direção à Praça Sete, no centro da Capital.

GREVE À VISTA: GOVERNO DO ESTADO NÃO APRESENTA PROPOSTA SALARIAL

Em reunião realizada ontem (30/05), entre o Sind-UTE/MG e a Secretaria de Estado da Educação, não foi apresentada nenhuma proposta para viabilizar o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), de acordo com a Lei 11.738/08. O Governo também não apresentou a minuta de edital do concurso, alegando que está em fase final. A informação é de que ainda esta semana será encaminhada a minuta ao Sindicato.


O governo estadual apresentou sua versão para o Piso Salarial. De acordo com a Secretaria de Educação, o governo já paga o Piso através do subsídio.


A Comissão de Negociação do Sind-UTE/MG refutou esta interpretação. Resgatou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que votou a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.167, estabelecendo exatamente o contrário da interpretação da Secretaria de Educação de Minas Gerais, ou seja, o Piso Salarial é composto apenas do vencimento básico, excluídas quaisquer vantagens e gratificações. O subsídio, ao contrário do Piso Salarial, é composto de toda a remuneração do profissional da educação. Portanto, subsídio não é Piso Salarial.


O Sind-UTE/MG deixou claro, ao final da reunião, que a posição do Governo do Estado pode desencadear uma nova greve por tempo indeterminado, uma vez que aguardamos por quase dois meses para que o Governo negociasse o Piso Salarial, o que não ocorreu.


A categoria avaliará esta reunião no Conselho Geral e Assembleia Estadual, que serão realizadas hoje, dia 31 de maio.

Professor faz campanha para reformar ônibus que transporta alunos da APAE

29.5.11

SIND-UTE/MG MOBILIZA A CATEGORIA PELO IMEDIATO PAGAMENTO DO PISO SALARIAL


Os/as trabalhadores/as em educação da rede estadual de Minas Gerais realizarão no próximo dia 31 de maio assembleia da categoria. A atividade é com paralisação total das atividades e será realizada no pátio da ALMG. No mesmo dia, o Conselho Geral da entidade se reúne no Auditório do CREA para debater as estratégias da campanha salarial e avaliar as reuniões com o Governo do Estado, que ocorrerão no dia 30/05.
Na segunda-feira, dia 30 de maio, além da reunião com a Secretária de Estado de Educação Ana Lúcia Gazzola, para discutir sobre a minuta do concurso público, situação dos efetivados e o Piso Salarial, haverá também reunião do Comitê Sindical (todos os sindicatos do funcionalismo público estadual e Secretaria de Planejamento e Gestão), cuja pauta é a política remuneratória do Governo de Estado. Ainda no mesmo dia, a partir de 13h30, a direção estadual do Sind-UTE/MG irá avaliar as reuniões e também discutir estratégias para a Campanha Salarial 2011.
A inércia do Governo Antonio Anastasia traz um grande prejuízo à educação mineira. Novamente os/as profissionais/as da educação se vêm diante de um governo incapaz de adotar política de valorização profissional, mesmo quando imposta por uma lei federal, a lei que instituiu o Piso Salarial Profissional Nacional. Por isso, precisamos pressionar o Governo: paga o Piso ou a gente pára a escola!
Agenda:
30.5

9h - Reunião com a Secretária de Estado da Educação, na Cidade Administrativa
10h -  Reunião do Comitê Sindical para apresentação da proposta de política remuneratória do Estado, na Cidade Administrativa


31.59h - Reunião do Conselho Geral do Sind-UTE/MG, no Auditório do Crea
14h -  Assembleia Estadual, Pátio da ALMG

25.5.11

"TODOS PELA EDUCAÇÃO"










Por Luiz Carlos Amorim – Escritorhttp://luizcarlosamorim.blogspot.com/ 
Uma campanha de volorização dos professores foi lançada, no dia 12 de abril, pelo movimento “Todos pela Educação”. De lá para cá, a mobilização nas redes sociais tem aumentado e até a imprensa está comentando o tema. 
A importância da campanha é primordial, num momento em que não dá pra esconder o sucateamento da educação brasileira. Os cursos superiores de licenciamento estão se esvaziando, porque não há motivação para que as pessoas estudem para serem professores, com a perspectiva sombria de salários baixos, escolas sem manutenção e sem equipamentos, falta de valorização enfim, por parte do poder público e até da sociedade. 
O slogan da campanha é “Um bom professor, um bom começo”. Excelente slogan, o retrato da mais pura verdade, mas nos remete a uma pergunta mais intrigante: o professor não foi aluno dessa mesma escola ruim que estamos tentando melhorar? Para ser um bom professor, ele não deveria ter tido um bom começo?
Para se formar um bom professor, o estudante precisa ter um ótimo ensino fundamental, um bom ensino médio, um bom ensino superior. Se não tiver isso, se a qualildade do ensino obtida por ele no decorrer da sua formação não for boa, como poderá ser um bom professor? Porque o professor é fruto, é resultado da educação que o país oferece. E a educação que o Brasil oferece não é boa.
Há um desrespeito crescente para com os educadores e para com os estudantes. Não são dadas condições decentes para o desempenho da profissão de professor, nem condições condizentes para o estudante aprender, se formar.
O comando do país mudou (mudou?), o comando dos Estados também, na última virada de ano. O que estão fazendo a presidente e os governadores para melhorar a educação que fingimos não ver que está se encaminhando para a falência total?
Esperemos que eles tomem conhecimento da campanha e se unam a todos os brasileiros no sentido de resgatar o ensino de qualidade, para que tenhamos, daqui para a frente, estudantes mais aptos a se formarem bons profissionais. Não só na área da educação, onde são tão necessários, sem que tiremos a importância e o valor de tantos professores dedicados e abnegados atuando por esse Brasil afora, mas em toda e qualquer área.
Extraído do blog de Luiz Carlos Amorim

13.5.11

Área da barragem de Jequitaí será desapropriada. Garante O Governador Anastasia

Codevasf e Ruralminas vão desapropriar 9 mil hectares
Rio Jequitaí
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, destacou a importância do memorando, que se desdobra em dois importantes instrumentos. O primeiro, um convênio entre a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e a Fundação Rural Mineira (Ruralminas), para o processo de desapropriação de mais de nove mil hectares, área a ser inundada pela construção da barragem de Jequitaí I. O segundo instrumento é um Memorando de Entendimento entre o Ministério da Integração, o Governo de Minas e a IFC, subsidiária do Banco Mundial, que desenvolverá estudos de viabilidade para modelagem de um programa de parceria público-privada no empreendimento Jequitaí.


O projeto avançará na construção da barragem Jequitaí II, fará o aproveitamento energético das duas barragens e, ainda, viabilizará o programa de irrigação de 30 mil hectares. "No primeiro convênio, no valor de R$ 95 milhões, o Governo federal já transferiu R$ 40 milhões para o Governo mineiro para ações que dizem respeito ao pagamento das desapropriações e ao cumprimento da licença ambiental já adquirida, para que possamos ter até o início de agosto a licença de implantação", afirmou o ministro.


Entidades parceiras


Estão envolvidos no convênio o Ministério da Integração nacional, por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a Fundação Rural Mineira (Ruralminas), a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Minas Gerais (Seapa), a Secretaria de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas (Sedvan) e a International Finance Corporation (IFC).


Além do governador Antonio Anastasia e do ministro Fernando Bezerra, assinaram o Protocolo de Intenções o presidente em exercício da Codevasf, Clementino de Souza Coelho, o presidente da Ruralminas, Luiz Afonso Vaz de Oliveira, os secretários de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, e de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas, Gil Pereira, e o diretor da Internacional Finance Corporation, Loy Pires.
Fonte:Imprensa Oficial de MG

11.5.11

Unimontes amplia experiência com o Expresso Solidário


Foto/Divulgação                                                                              
Unimontes amplia experiência com o Expresso Solidário
A atuação da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) em projetos extensionistas além do território mineiro deverá ser ampliada depois da experiência de acadêmicos e professores no Piauí. Através do Expresso Solidário, 7,1 mil pessoas foram beneficiadas nos municípios de São Miguel do Fidalgo e São Francisco do Piauí, em ações nas áreas de Saúde, Direito e Justiça, Cidadania, Educação, Cultura, Esporte e Lazer.A iniciativa segue os moldes de programas bem-sucedidos que a instituição desenvolve em sua área de abrangência, como o Unimontes Solidária, implantado em 2003 e que já atendeu 101 mil pessoas de 21 municípios do Norte de Minas e vales do Jequitinhonha e do Mucuri, ainda com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média estadual.
Os trabalhos do Expresso Solidário - Conexão Minas-Piauí - foram realizados no início do ano, com a participação direta de 30 alunos de diversos cursos do campus-sede, vinculados à Liga Extensionista Universitária (Lexu), e de três professores da Coordenadoria de Apoio ao Estudante (CAE).
Os atendimentos do Expresso Solidário no Piauí foram definidos a partir das demandas locais: palestras (meio ambiente, gravidez na adolescência, DSTs), custo da produção de frutas e projetos pedagógicos para escolas de base, exames preliminares como aferição de pressão arterial, testes de glicose e cálculo de massa corporal, orientações sobre escovação e ruas de lazer.
A experiência na Unimontes no Nordeste foi além dos atendimentos à comunidade dos dois municípios do Piauí. Na viagem de ida, o grupo pôde conhecer as cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). Essa última é sede da Universidade Federal do Vale do São Francisco, também visitada pelos universitários mineiros.
Os alunos participaram ainda das comemorações de uma das datas-símbolo do Piauí. Em 24 de janeiro, a cidade de Oeiras, primeira capital daquele Estado, sediou a festa alusiva ao aniversário de 188 anos da adesão piauiense à Independência do Brasil com a entrega da Ordem do Mérito Renascença. O Poder Executivo foi transferido para a cidade durante todo o dia. O governador Wilson Martins recebeu a equipe da Unimontes durante a solenidade e foi presenteado com uma camisa do projeto Expresso Solidário.
Outra visita do roteiro aconteceu no município de São Raimundo Nonato, também no Piauí, que abriga o Museu do Homem e o Parque Nacional da Serra da Capivara, considerado o maior conjunto de sítios arqueológicos do mundo. Nessa cidade, a equipe manteve encontro com a arqueóloga e pesquisadora Niède Guidon, uma das principais especialistas em pinturas rupestres.

9.5.11

Norte de MG pode virar deserto dentro de 20 anos

RAPHAEL VELEDA
DE BELO HORIZONTE

Um terço do território de Minas Gerais pode virar "deserto" em 20 anos. A conclusão é de um estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente ao governo mineiro e concluído em março.
O desmatamento, a monocultura e a pecuária intensiva, somados a condições climáticas adversas, empobreceram o solo de 142 municípios do Estado.


Extração agressiva deve continuar na região mineira


Se nada for feito para reverter o processo, de acordo com o estudo, essas terras não terão mais uso econômico ou social, o que vai afetar 20% da população mineira.
Isso obrigaria 2,2 milhões de pessoas a deixar a região norte do Estado e os vales do Mucuri e do Jequitinhonha.
"A terra perde os nutrientes e fica estéril, não serve para a agricultura nem consegue sustentar a vegetação nativa", afirma Rubio de Andrade, presidente do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas, responsável pelo estudo. A região engloba cerrado, caatinga e mata atlântica.
Editoria de Arte/Folhapress


Segundo o governo do Estado, é preciso investir R$ 1,3 bilhão nas próximas décadas para frear o processo, que já causa danos no semiárido mineiro. Lá estão 88 das 142 cidades consideradas suscetíveis à desertificação.
Vladia Oliveira, professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará, disse que áreas desertificadas são diferentes de desertos naturais porque passam por um acentuado declínio de biodiversidade até se tornarem estéreis.


"Já os desertos são ecossistemas com sustentabilidade, ainda que com baixa diversidade. Eles estão vivos."


PROGRAMA NACIONAL


O estudo foi encomendado para o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, que terá R$ 6 milhões neste ano para combater a desertificação no país.
Andrade diz que, para reduzir o fenômeno, é preciso aumentar as reservas naturais de vegetação e recuperar os recursos hídricos.
O agricultor Geraldo Moreno, 50, dono de três hectares em Espinosa (700 km de BH), já sente as mudanças em sua pequena lavoura de feijão.
"Se der para [alimentar] a família dá para comemorar", diz ele, que sustenta mulher e quatro filhos com a terra.
"Aqui não chove quase nada e não tenho dinheiro para adubar a terra. O que salva são as cabras, mas estão magras", diz o mineiro, que recebe verba do Bolsa Família para complementar a renda.
O governo pretende reduzir o espaço destinado ao gado nas áreas de caatinga e restringir atividades prejudiciais ao meio ambiente, como a extração de carvão.
"A população tem de se conscientizar de que, se essas ações não forem tomadas, nada mais poderá ser produzido", diz Andrade.
Extraído do Folha.com

5.5.11

Ensino médio poderá ter currículo mais flexível e maior tempo de duração

Foto: /www.corneliodigital.com


Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou hoje (4) as novas diretrizes curriculares para o ensino médio. Elas não eram revistas desde 1998. O relatório, que agora segue para homologação do ministro Fernando Haddad, prevê maior flexibilização do currículo e abre a oportunidade de ampliação da carga horária do ensino médio para além dos atuais três anos.
O relatório mantém a carga horária mínima de 2, 4 mil horas no ensino médio, mas abre espaço para que a sua duração seja ampliada caso haja interesse das escolas de oferecer conhecimentos e atividades além das consideradas obrigatórias. Essa recomendação tem peso especial no caso do ensino médio noturno que, em geral, oferece uma carga horária menor do que aquela dada a estudantes do turno matutino. O relatório indica que essa duração deve ser ampliada e coloca como uma opção a oferta de 20% da carga horária na modalidade ensino a distância. Sugere também que se necessário o ano letivo seja estendido para além dos atuais três anos.
As novas diretrizes indicam que a escola deve trabalhar a formação a partir de quatro eixos básicos: trabalho, ciência, tecnologia e cultura. O currículo pode enfatizar um desses temas, mas deve incluir todos eles. A ideia é tentar flexibilizar o modelo curricular segmentado oferecido pelas escolas hoje, tradicionalmente dividido em disciplinas que não se relacionam durante o aprendizado.
“A essência dessa proposta é a definição de uma identidade para o ensino médio. O ensino médio tem que ser entendido como a última etapa da educação básica e, por isso, tem que preparar para a vida. Para isso, ele tem que ser capaz de trabalhar simultaneamente com essas quatro dimensões”, disse o relator do parecer, José Fernandes de Lima.
O conselheiro ressalta que, ao mesmo tempo em que é preciso estabelecer uma identidade para a etapa, a organização dela precisa ser flexível não apenas para atender às diversidades regionais, mas ao próprio público do ensino médio. “Os estudantes do ensino médio são pessoas que só estudam, ou que trabalham, ou que estudam e trabalham. São do campo ou da cidade, são pessoas de 15 anos a 17 anos de idade, mas também mais velhas”, afirmou.
Para Lima, há várias experiências de ensino médio bem sucedidas, mas elas não são organizadas de forma sistemática. O foco das novas diretrizes é dar autonomia às escolas para que possam atender às necessidades de cada público. As recomendações do CNE não têm força de lei, mas servem de orientação para a organização de escolas públicas e particulares de todo o país.

Edição: Aécio Amado 

4.5.11

Professores Cantam o Hino Nacional na ALMG

Nesse instante encerra-se a reunião ordinária da ALMG e o plenário principal é liberado para que seja transferida a reunião da Comissão de Administração pública que trata da implantação do piso salarial nacional da educação.
Os servidores à medida que ocupam os lugares do plenário cantam o Hino Nacional Brasileiro

Prorrogado prazo para Servidores da Educação de Minas fazerem opção pela forma de pagamento


Enquanto se realiza a audiência pública na Comissão de Administração Pública da Assembléia Estadual de Minas Gerais, o Deputado Bosco do PC do B informou que o Governo do Estado autorizou a prorrogação do prazo para os servidores apresentarem requerimentos de opção da forma de pagamento das respectivas remunerações,  por mais 30 dias.
Nesse instante, as galerias do plenário principal da ALMG estão tomadas por professores de todos os cantos do Estado onde se desenrola uma reunião ordinária da Casa com um minguado  número de Deputados, por outro lado, os debates sobre a implantação do piso salarial estão sendo realizados no plenário de número quatro onde suporta um máximo de 50 participantes., e não há transmissão pela TV Assebléia.

Aumento de carga horária e a repercussão em Minas

SInd-Ute em campanha salarial

A previsão de aumentar a frequência nas salas de aula foi aplaudida por sindicatos de professores e de colégios particulares mineiros. Mas a proposta que amplia a carga horária foi alvo de duras críticas. “A medida pode gerar aumento de até 35% no valor da mensalidade, pois teremos de contratar funcionários e adequar a estrutura física para receber os alunos por mais tempo. Não vejo eficácia no projeto, pois a qualidade da educação não depende da quantidade de horas na escola, e sim de processos diferenciados de aprendizagem e de melhores condições de ensino”, diz o presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG), Emiro Barbini.

Na avaliação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), o ideal é que os esforços fossem concentrados na ampliação da escola integral, em que o aluno passa o dia na escola. “A impressão que temos é a de que o governo quer fazer da escola um depósito de crianças, sem dar estrutura para que projetos interessantes aconteçam. O calendário letivo já é apertado e aumentá-lo em 40 dias é inviável. Ampliar a carga horária diária também requer investimentos dos quais não dispomos hoje”, lamenta a diretora da entidade, Ednéia Rodrigues.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas (Sind-Ute) faz coro com as reclamações: “Essas medidas não podem estar desconectadas de políticas de melhoria da estrutura escolar e de valorização do professor. O PL não foi discutido com a sociedade civil e a carga horária nunca foi um problema na educação brasileira”, afirma a coordenadora-geral do Sind-Ute, Beatriz Cerqueira. O Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro) informa que é precipitado se posicionar sobre o assunto, mas alerta que há risco de sobrecarga para educadores e estudantes. As secretarias estadual e municipal de Educação preferiram não se pronunciar sobre o caso, já que o projeto ainda está em tramitação

Senado aprova carga horária maior para ensinos infantil, fundamental e médio

      [Foto]


A Comissão de Educação do Senado aprovou, nesta terça-feira, projeto de lei que aumenta de 800 para 960 horas anuais a carga horária mínima para os ensinos infantil, fundamental e médio. Como foi aprovado em caráter terminativo, a matéria segue, agora, à apreciação da Câmara dos Deputados. Essas 960 horas, pelo projeto, serão distribuídas pelo período de 200 dias do ano letivo, excluindo os dias destinados aos exames finais, quando houver.

Emenda incluída pelo relator do projeto, deputado Cyro Miranda (PSDB-GO), determinou que as mudanças no calendário escolar só entrarão em vigor dois anos após a publicação da lei no Diário Oficial da União. Ou seja, se a lei for aprovada pelo Senado e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff ainda este ano, a nova carga horária só entraria em vigor em 1º de janeiro de 2013.
Ao justificar o PL, o autor do texto, senador Wilson Matos (PSDB-PR), lembrou a “insuficiência dos conteúdos oferecidos aos alunos em termos qualitativos e em quantidade” e argumentou que a “carga proposta pode viabilizar a qualificação e ampliação dos conteúdos trabalhados em aula, de modo a contribuir de maneira mais eficaz para a construção de competências esperadas dos alunos”. Além dessa proposta, o Senado aprovou outro projeto de Matos: o que aumenta de 75% para 80% a frequência mínima exigida para aprovação de estudantes na educação básica.

Agência Brasil
Novo Código Florestal pode aumentar desmatamentos e prejudicar agricultura, alerta cientista

Veja a matéria publicada pela Agência Brasil na página Meio Ambiente

3.5.11

No Brasil, 16,2 milhões de pessoas ainda vivem em situação de extrema pobreza

               Foto: Agência Brasil

 
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Cerca de 16,2 milhões de brasileiros são extremamente pobres, o equivalente a 8,5% da população. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir da linha de extrema pobreza definida pelo governo federal.
Anunciada hoje (3), a linha estipula como extremamente pobre as famílias cuja renda per capita seja de até R$ 70. Esse parâmetro será usado para a elaboração das políticas sociais, como o Plano Brasil sem Miséria, que deve ser lançado em breve pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
De acordo com a ministra do MDS, Tereza Campello, o valor definido é semelhante ao estipulado pelas Nações Unidas.
Para levantar o número de brasileiros em extrema pobreza, o IBGE levou em consideração, além do rendimento, outras condições como a existência de banheiros nas casas, acesso à rede de esgoto e água e também energia elétrica. O IBGE também avaliou se os integrantes da família são analfabetos ou idosos.
Dos 16,2 milhões em extrema pobreza, 4,8 milhões não tem nenhuma renda e 11,4 milhões tem rendimento per capita de R$ 1 a R$ 70.

Edição: Lílian Beraldo

1.5.11

Por que Dia do Trabalho e não do trabalhador?

1 de maio de 2011 
Ainda não sei se é propositalmente ou por desconhecimento, mas muitos confundem o dia de hoje, dia do Trabalhador, com o dia do trabalho.
Os(As) Trabalhadores(as), para se subsistirem necessitam vender a sua força de trabalho e, dessa maneira, são remunerados como uma renda que se chama salário.
Já trabalho, pode se interpretado em diversas formas e conteúdos, como por exemplo, o local onde é desempenhada determinada atividade, ou até mesmo, pode ser uma atividade ou movimento qualquer executado por uma máquina ou ser humano.
Neste sentido, é sempre importante lembrar que o dia internacional dos(as) Trabalhadores(as), comemorado em 1° de maio, foi instituído em junho de 1889, em Paris, pela Internacional Socialista – organização que reúne partidos socialistas, comunistas e trabalhistas ao redor do mundo.
A data foi escolhida porque no dia 1º de maio daquele ano milhares de operários saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, para protestar contra as condições desumanas que os assolavam nas indústrias, na época da Revolução Industrial. A greve foi generalizada e reivindicava, entre outras melhorias, a redução na jornada de quatorze para oito horas diárias. A paralisação durou dias e culminou na morte de vários trabalhadores
Portanto, a data de hoje é um momento de reflexão e conscientização, por algumas razões; no capitalismo mundializado de hoje, os sindicatos devem interferir e propor políticas de Estado aos trabalhadores(as), por exemplo, ao invés de ficarem reivindicando plano de saúde particular à suas categorias, deveriam exigir saúde, pública e de qualidade, assim como para a educação, para o transporte etc., ou seja, deixar a pauta economicista e avançar nas pautas sociais.
Para construir uma pauta como essa, é essencial formação, consciência política e de classe, algo que a maioria dos sindicatos e centrais no Brasil e no mundo estão ainda, longe de atingirem, haja vista, os atos para celebrar o 1º. de maio.
Publicado no blog Além de Economia

Paulo Daniel