28.6.11

Greve Continua

Aproximadamente seis mil professores da rede pública estadual se reuniram na Praça da Assembleia, no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul da capital mineira, nesta terça-feira (28) e decidiram manter a greve por tempo indeterminado.
De acordo com Beatriz Cerqueira, coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), em manifestação, os professores fizeram um ato público, abraçando simbolicamente o prédio da Assembleia Legislativa e do Ministério Público.

Uma nova reunião deve ser feita pelos professores no dia 06 de julho. A principal reivindicação da categoria é a implementação do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) de R$ 1.312,85 por uma jornada de trabalho de 24 horas semanais.

 A categoria também aprovou um calendário de atividades para fortalecer o movimento que prevê, entre outras atividades:

29/06 9:30 – presença na audiência pública a ser realizada na ALMG para discutir a dívida de Minas para com a União. Na oportunidade, o Sind-UTE/MG propõe a discussão da dívida do Governo de Minas para com os trabalhadores em Educação..
até o dia 05/07 – Atividades em todas as regiões do Estado com mobilizações e panfletagens, visando agregar novas adesões ao movimento.
06/07 – Assembleia Estadual, no pátio da ALMG, às 14 horas – Ato Unificado com os servidores da saúde. Neste dia também acontecerá o lançamento da Jornada Nacional pelo Piso (carreira e PNE), promovida pela CNTE e CUT. Será uma data marcada por mobilizações e paralisação em todo o país.
Reivindicação - Os as trabalhadores as em educação cobram do Governo do Estado o cumprimento da lei federal 11.738/08, que regulamenta o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), que hoje é de R$ 1597,87, para 24 horas semanais, nível médio escolaridade. O Governo de Minas Gerais paga atualmente o piso de R$ 369,00. Segundo a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, a sociedade precisa saber que o Governo não cumpre a lei federal do Piso, por isso deixa de investir na Educação, que é um serviço essencial para o desenvolvimento humano.
A greve - Os trabalhadores em Educação estão em greve por tempo indeterminado desde o dia 8/6. A ação acontece em resposta ao Governo que, além de não pagar um salário justo, proporciona condições ruins de trabalho. “O Estado investiu apenas 14% em Educação no primeiro trimestre e em 2010 os recursos disponibilizados ao setor foram de 20%, dos 25% que o Governo é obrigado a investir. Infelizmente é com essa precariedade de insumos que convivemos em Minas Gerais”, afirma Beatriz Cerqueira.

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