30.8.11

Professor é preso de forma covarde em Juiz de Fora



Após exibição das imagens deste vídeo, dá para se ter uma ideia de como a inércia de um governo sem compromisso com seu povo pode criar uma situação de caos.
 Há mais de 85 dias de greve, profissionais da educaçção reivindicam apenas o cumprimento de uma lei, lei  federal 11.738/2008 que determina o pagamento de um piso salarial aos professores.
Após a publicação do acórdão referente a dita lei, os órgãos de imprensa passaram - ainda que de forma tímida - a divulgar o legítimo direito reivindicatório da categoria, e, com isso, a sociedade começou a tomar ciência de que tem um Governo que falta com a verdade e também com a justiça, e consequentemente, esta mesma sociedade,  aos poucos vem tomando uma posição de apoio aos professores num reconhecimento das injustiças de que são vítimas há anos.
As manifestações que estavam acontecendo somente com a presença de profissionais da educação, passaram a contar nos últimos dias com a presença de alunos,  pais de alunos, assim como representantes de outras categorias.
Curioso nisso tudo, é que há pouco tempo, esses mesmos policiais, servidores do Estado, assim como os professores, estavam em greve, agora usa de força excessiva para imobilizar um professor que acompanhava e ajudava a dar proteção a um grupo de alunos de uma escola da cidade de Juiz de Fora no sul do Estado em um ato de cidadania, ato totalmente aceito pelos princípios mais sagrados da democracia, que é este de sair em passeata. Mas esse ato contrariava os princípios do Anastasia.
A intransigência governamental está levando o nosso Estado a uma situação de caos: alunos sem aulas; contratações de professores - numa boa parte sem qualificação para o desempenho da função - como substitutos aos grevistas tem sido um fracasso; cresce há cada dia que passa o número de escolas que adere ao movimento grevista; o anúncio de aulas por uma rede de TV do Estado por si só já teve a reprovação de alunos e pais; o longo período de paralisação das aulas já causou um prejuízo sem volta; a sua indiferença com a Educação como um todo ficou evidenciado na sua conduta de somente após um período de mais de 85 dias de greve fazer seu primeiro pronunciamento, pronunciamento este, que não acrescentou nada, a não ser ratificar sua posição de "poste", ou seja, de rigidez, de inflexibilidade, para não dizer de pirraça com os grevistas, assim como com o Governo Federal, do qual ele faz uma oposição danosa para alimentar a obsessão de seu "padrinho" político, Aécio Neves de se chegar à Presidência da República.

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