26.8.11

Professor não tem família?

De acordo os veículos de comunicações vão divulgando o movimento grevista que já atinge 80 dias, nota-se uma cobrança sem precedentes por parte da sociedade exigindo o retorno dos profissionais às salas de aulas.
Só que ninguém ou, talvez uma pequena minoria tem se preocupado com as famílias destes profissionais, que de forma heroica tem enfrentado os desmandos de um desgoverno que já duram décadas.
Ninguém nunca questionou a quantidade de vezes que essa categoria se submeteu a um movimento grevista e retornou ao trabalho com uma "mão na frente e outra atrás", como diz o ditado, só para não comprometer a carga horária dos alunos que continuam a ser o bem mais precioso de todo o professor? Quem foi que um dia perguntou  sobre a situação deste profissional que tem seus salários cortados, os obrigando a atrasar seus compromissos e comprometendo a qualidade de vida de filhos, tirando lhes até mesmo um alimento, ou privando-o de ver uma televisão ou acessar a internet, por ter a energia cortada por falta de pagamento? Cadê os órgãos da grande imprensa que entrevistam pais de alunos,  presidente de Associação de Pais, e que não têm interesse em divulgar a real situação destes profissionais? 
Uma vez que temos um sistema governamental implantado em nosso Estado no qual o funcionário público é visto como um entrave à administração ( pelo menos é que deixa transparecer), há necessidade de ações radicais como é o caso desta greve, que já causou um dano irreparável, não somente aos alunos e seus familiares, mas um dano a toda sociedade, às familias dos grevistas, ao comércio de um modo geral,  que deixa de arrecadar em virtude dos cortes de salários.
É bom que nós comecemos a mostrar para esta parte da sociedade, que professor é um profissional como qualquer outro. É do seu trabalho, que ele leva o alimento, a roupa, o calçado, o transporte para os seus filhos; é deste trabalho que ele anonimamente contribui para que tenhamos uma sociedade mais humana. E como qualquer trabalhador, haverá sempre uma relação de empregado e empregador, onde regras são cumpridas, onde Leis são rigorosamente cumpridas. 
No caso dos professores, é bom que estes pais, estas pessoas que cobram o retorno às atividades como se os mesmos fossem os únicos responsáveis pela Educação do Estado, ficassem sabendo de uma vez por todas, que os grevistas cobram tão somente o cumprimento de uma Lei por parte do empregador aqui denominado de Estado de Minas Gerais, empregador que prefere policia com cães para intimidar a categoria ao diálogo, à negociação, empregador que usa veículos de comunicações no sentido de formar uma falsa opinião, faltando com a verdade na maioria das vezes.

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