11.10.11

Governo ganha tempo e negociações com professores não andam



Comissão Tripartite anda a passos de tartaruga
O tempo vai passando e começamos a desconfiar que o Governo esteja usando as reuniões da Comissão Tripartite como uma forma de ganhar tempo, uma forma de adiar cada vez mais a implantação do Piso Salarial Nacional à carreira dos Servidores da Educação em Minas Gerais.
Há cada reunião que se termina, nota-se uma recusa ou adiamento por parte do Governo aos pontos mais relevantes, para não dizer daquele que é a razão de tudo que se vê: O Piso Salarial.
Todas as vezes que Sind-Ute ou Deputados sugerem alguma alternativa, os representantes do Governo se mostram sem autoridade para assumirem, alegando sempre a necessidade de se fazer uma consulta prévia e que dará uma resposta posteriormente. Para estas respostas - na maioria das vezes, uma negativa - marca-se uma nova reunião.
Está ficando cada vez mais claro o sentimento de revanchismo, o rancor por parte do Governo ao tratar as coisas dos Servidores. Haja vista, a afirmação de que o pagamento referente ao mês de setembro torna-se inviável em virtude de gerar uma duplicidade de pagamentos, já que se encontra nas escolas um amontoado de "professores" que foram contratados para substituir os grevistas.
É bom lembrar que estes professores denominados pelos colegas como "fura-greves", representam um montante de R$12.000.000,00 a mais à folha de pagamento do Estado. Sem levar em conta, que a grande maioria está nas escolas sem o que fazer, uma vez que não se fez nenhum projeto pedagógico para aproveitá-los de alguma forma.
Aliás, por falar em Projeto Pedagógico, Aqui em Minas tem funcionado o Projeto da Pressão, do Assédio, da tortura psicológica, para se atingir metas, não metas que atendam ao atores principais, os alunos, mas às ambições desse Governo.
No próximo dia 17 haverá outra reunião da Comissão Tripartite, e dessa, os professores esperam obter algumas respostas concretas, pois até agora tudo tem ficado no campo das hipóteses.
Enquanto isso, os bravos guerreiros que por 112 dias enfrentaram as arbitrariedades desse desgoverno, mesmo com a barriga vazia andam de cabeça erguida, orgulhosos por não terem se omitido ou escondido nos pilares da maldade governamental e permanecido assinando ponto em suas respectivas escolas nem tampouco assumido um contrato como "fura-greve".

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