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Justiça do Trabalho proíbe Correios de descontar salário de grevistas. E de professores pode?

Pobre de nós  humildes servidores públicos do Estado de Minas gerais. Somente após completar 100 dias de greve o Governo do Estado resolveu abrir o diálogo com a categoria de professores em greve.
Nesse período, pagamentos foram cortados e juiz determinou o retorno imediato dos grevistas a seus postos de trabalho, com uma alegação no mínimo duvidosa. "Nos grotões de Minas, a única refeição da maioria das crianças é a merenda escolar". Com base nisso, exigiu-se o retorno dos professores além de determinar uma pesada multa ao sindicato da categoria cujo valor chegaria aos R$600.000,00.
Aberto o diálogo, mas os pagamentos continuam cortados; professores já retornaram a seus postos; pagamento continua cortado.
Digo tudo isso para demonstrar aqui o quanto a justiça usa de critérios difusos. Os Correios com seus funcionários em greve, também cortaram os pagamentos de seus funcionários grevistas. Mas veja aqui a posição da Justiça do Trabalho sob re o fato:

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Justiça do Trabalho proíbe Correios de descontar salário de grevistas

Plantão | Publicada em 30/09/2011 às 21h41m
Agência Brasil
RIO - O desembargador Macedo Caron, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10), que engloba Brasília e o Tocantins, proibiu os Correios de descontar o salário dos trabalhadores que estão em greve. A decisão foi tomada nesta sexta-feira pelo magistrado e cassa entendimento da juíza substituta da 3ª Vara de Trabalho de Brasília, que não impediu que a ECT cortasse os vencimentos.
De acordo com o desembargador, a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) determinou a suspensão do pagamento dos grevistas sem negociação prévia e sem levar em conta que o salário tem natureza alimentar. Para Caron, isso foi uma "verdadeira pressão para que os grevistas voltem ao trabalho, resultando em efetiva afronta ao próprio direito de greve".
O desembargador acredita que há possibilidade de uma solução menos prejudicial para ambas as partes, como o desconto mais ameno dos dias parados ou a compensação com horas trabalhadas. Além de proibir a suspensão do salário até o fim do movimento grevista, ele determina que haja devolução dos valores já debitados em folha suplementar, sob pena de multa. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).


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