19.10.11

Minas cobra taxas que não condiz com o serviço de tratamento de esgostos


Com 23% de tratamento de esgoto, Minas derruba média do Sudeste

Foto: Helio Motta
Do tamanho equivalente ao da França, Minas Gerais possui 853 municípios e desigualdades regionais dignas de um País. Os municípios do norte do Estado possuem índice de desenvolvimento humano menor em relação às cidades do Sul, que fazem divisa com o Estado de São Paulo. O Atlas de Saneamento 2001, do Ministério de Planejamento, destaca a existência de duas Minas Gerais quando o assunto é água, esgoto e lixo.
Dos 853 municípios, 92% têm coleta de esgoto, mas apenas 23% tem tratamento dos dejetos. O estudo também diz que a presença de municípios com situação de drenagem muito boa e boa na porção Sul do Estado é visivelmente maior do que aquela observada na porção Norte do Estado. “Em certa medida esta situação é coerente com o quadro de outros indicadores de saneamento em nível municipal”, aponta o atlas, sem detalhar os números específicos das duas porções do Estado.
A cidade de Itajubá, no Sul de Minas Gerais, demonstra isso. Itajubá está no grupo minoritário de tratamento adequado do lixo, mas mudou esta realidade há menos de um mês. A cidade inaugurou o aterro sanitário em setembro deste ano, por meio
de um consórcio com seis municípios vizinhos. Cada um paga a parte equivalente do lixo produzido, que é pesado. O resultado é que a cidade tem 80% de coleta e tratamento de esgoto e pretende chegar, em brevem a 100%. Além disso, a coleta seletiva, para reciclagem, já chegou em todo o município.
A baixa taxa de tratamento de esgoto em Minas Gerais influência em dados regionais, aponta o estudo. “No caso da Região Sudeste, por exemplo, a baixa média regional de municípios que tratam o esgoto é bastante influenciada pelo pequeno percentual apresentado pelo Estado de Minas Gerais, onde apenas 23% dos municípios que coletam também fazem o tratamento do esgoto”.
Fonte: IG

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