21.4.12

Governo de Minas quer acabar com a Educação no Estado


Vista parcial da quadra poliesportiva da
EE. Salvador Filpi - M. Claros - MG

Ao que tudo indica o título bem que traduz o que está acontecendo com o setor de educação de nosso Estado. Aqui em Minas Gerais, o Governo embora não declara, escolheu a categoria dos profissionais do setor como verdadeiros inimigos.

Nas escolas uma verdadeira calamidade toma conta do dia-a-dia de funcionários e alunos. Faltam carteiras para alunos; falta material didático; computadores se tornam obsoletos em salas por falta de uso, uma vez que a burocracia impede a participação de professores e alunos com os mesmos.
Bibliotecas, não passam de depósito de livros sem nenhum tipo de tratamento contra fungos e ácaros, o que deixa o acanhado espaço totalmente insalubre, sendo o grande causador e agravador de problemas respiratórios. Isso sem levar em conta que a maioria dos profissionais destinados à servirem como bibliotecários, são profissionais em ajustamento de função, doentes, e sem uma preparação para exercer a função.
Diante disso, conclui-se que este setor que deveria servir para agregar conhecimento aos nossos alunos e também a nós professores, está se tornando um depósito de doenças e de doentes. Alunos dificilmente procuram a biblioteca, pois ali lhes faltam conforto, espaço e até mesmo silêncio para uma leitura, já que sala de leitura é artigo de luxo e são pouquíssimas escolas que possui.

A propaganda enganosa tem camuflado todo o ambiente adverso que se instalou nas escolas públicas do estado de Minas Gerais. Enquanto não se tem verba para uma folha de papel para um teste escrito com o aluno, verba especial é distribuída a todos os educandários para fazer cópias de “carta do Governo” à comunidade escolar, na qual o mesmo se promove graças aos resultados obtidos em avaliações externas como Olímpiadas de Matemática, Simave, Provinha Brasil, etc.
Os resultados  positivos até então obtidos por nossos alunos, só Deus sabe o quanto nos custa: são sacrifícios que vão desde a encenarmos uma fisionomia de felicidade até não deixar que os mesmos percebam o quanto tem sido negligente, maldoso este (des) governo para com toda a comunidade escolar.

A revolta entre os profissionais vem crescendo a cada dia que passa. Pois a todo o momento a gente percebe um tipo de perseguição que não perdoa nenhum servidor.  Funcionários doentes são “amontoados” nos mais diversos departamentos das escolas em ajustamentofuncional, para exercer a função de um titular ainda que sem nenhuma capacitação para seu fiel desempenho; servidores com direito às férias prêmio vêm seus direitos vetados e sem nenhuma perspectiva de que vá gozá-las um dia, sendo que já faz algum tempo que esse direito era concedido apenas àqueles que estariam nos dias de se aposentarem, agora, nem isso.

Outro fato que gera revolta entre os servidores, é a disposição que este desgoverno tem em cumprir uma Lei Federal quando a mesma seja contrária aos anseios dos profissionais e a contundência que o mesmo rechaça uma Lei  Maior quando a mesma vem atender aos interesses de uma categoria. Exemplo disso, eu cito aqui rapidamente a insistência do governo em fazer manobras e mais manobras para burlar a Lei 11.738/2008 que obriga Estados e Municípios a pagarem um Piso Salarial aos professores, inclusive se reunindo com outros governadores, Deputados e Senadores no sentido de não cumprir aquilo que está aprovado. Por outro lado, a população brasileira viu de forma estarrecedora  o excesso de obediência em cumprir uma Lei que afirma que merenda escolar é dos alunos e não de professores, proibindo-os de merendarem com seus alunos, inclusive, segundo informações, colocando “fiscais” para verificar se não havia nenhum professor comendo da merenda das crianças, e fazendo ameaças às diretoras de escolas  que desobedecessem.

Um bom número de professores que trabalham na rede pública estadual, também tem cargo na rede municipal de vários municípios. Em alguns o cumprimento da Lei 11.738/08 ainda engatinha, enquanto em outros já avança de forma a perder o estado de vista pelo “retrovisor”, como é o caso de Montes Claros onde os profissionais têm demonstrado felicidade e orgulho ao dizerem aos quatros ventos que o Prefeito já cumpre com a Lei do Piso Salarial Nacional dos Professores, bem como já exibem os computadores portáteis distribuídos pela Secretária Municipal de Educação a cada um dos professores juntamente com os alunos da rede municipal.

Quanto ao projeto pedagógico, cabe uma reflexão muito maior, pois é através dele que o Governo solta toda sua maldade,não apenas contra professores, mas contra gente inocente, mutilando intelectualmente centenas ou milhares de jovens com “projetos” que não passam de uma mera "liquidação" aos moldes dos supermercados em suas sessões de hortifrutigranjeiros.

São muitos os projetos que consumiram altos investimentos  e que  nada de positivo produziu. Dentre alguns podemos aqui citar o Raízes e Asas; Acertando o Passo; A Caminho da Cidadania, e por último o terror conhecido apenas como PAVE, sendo este um desastre total, levando alunos sem ao menos, (em muitos casos) serem alfabetizados ao Ensino Médio e os “atraindo” a permanecerem até concluir o grau com uma bolsa de R$1000,00 por ano com direito a um saque de R$100,00 por ano e um saque de R$3000,00 ao final do curso, lembrando, que é, ainda que não conste na Lei, é proibido a reprovação, ficando isso apenas como orientações verbais que se não cumpridas recaem como punições nas avaliações de desempenho tanto dos professores como também dos diretores.

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