7.3.14

VERÃO DEVE SER COM MENOS CHUVAS NOS PRÓXIMOS ANOS

Foto: Fernando Zuba - do Hoje em Dia
Seca no Norte de Minas
Morte de gado bovino no município de Espinosa-MG.

O aumento da temperatura em todo o globo terrestre deve potencializar a intensidade dos eventos climáticos no futuro. E entre os impactos, cada vez mais freqüentes, o Brasil passará a ter falta de chuvas em pleno verão nos próximos anos. As informações são do Instituto Nacional de Pesquisas Espacial (INPE), e o alerta foi dado pelo pesquisador do INPE, Gilvan Sampaio. "Os extremos climáticos se tornarão muito mais frequentes daqui para frente", afirmou Sampaio. Ele participou de um evento sobre o impacto dos extremos climáticos para o setor elétrico, organizado pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia e a unidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ).
Na ocasião, o especialista chamou atenção para a importância de o setor estar preparado para lidar com as mudanças climáticas – uma vez que o sistema elétrico brasileiro é predominantemente hidroelétrico. Sampaio alertou também que o período seco deve ser mais prolongado e intenso – questões que precisam ser incorporadas na operação das hidrelétricas brasileiras, segundo ele. O aumento das temperaturas tem mudado o tradicional fenômeno meteorológico de verão chuvoso e inverno seco no Brasil. O especialista explica: a causa é um bloqueio atmosférico formado por uma massa de ar quente e seca, que tem impedido o avanço das frentes frias causadoras das chuvas.


MINAS TEM PREJUÍZO DE R$ 5 BILHÕES COM A SECA
Medidas como a ampliação do seguro rural, a renegociação das dívidas e a construção de pequenas barragens são algumas das medidas listadas para tentar amenizar os efeitos da seca que castiga Minas Gerais. As perdas na agropecuária já são estimadas em R$ 5 bilhões.
As sugestões vieram à tona nessa quarta-feira, na audiência pública da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa. O debate aconteceu atendendo a requerimento dos deputados Antônio Carlos Arantes (PSDB), presidente da comissão; Romel Anízio (PP), Fabiano Tolentino (PPS), Inácio Franco (PV) e Vanderlei Miranda (PMDB).
O deputado Antônio Carlos traçou um panorama da situação extraordinária vivida atualmente pelos produtores rurais mineiros em virtude da estiagem, logo em um momento em que deveriam estar usufruindo da temporada de chuvas. “A seca já é comum, todos os anos, no Norte de Minas. Lá, apesar das dificuldades, os produtores já se adaptaram. O estranho é vermos a seca em outras regiões, como Triângulo Mineiro, Zona da Mata e Sul de Minas. Os impactos desse fenômeno são de imediato, desastrosos e serão ainda piores no futuro próximo”, avaliou.


Nenhum comentário: